Quando foi a última carta manuscrita que você recebeu em sua caixa de correspondências? É comum ver pessoas que nunca chegaram a receber uma ao menos. Eu gosto de me comunicar por cartas, por mais incrível que possa parecer este hábito, mas o mantenho por acreditar que cada pessoa a quem reservo alguns minutos na elaboração de um texto, traduzo em palavras, o melhor que posso, cada detalhe do que estou sentindo. Há a proximidade, o toque, a textura de uma mensagem física que ao mesmo tempo carrega um valor sentimental muito maior do que qualquer e-mail.
A propósito, me chamo Leonardo França, e neste local costumo compartilhar palavras, fotografias e registros de momentos dos quais considero especiais por ter vivido. Gosto de documentá-los para que posteriormente se tornem lembranças valiosas de um dia especial.

 
Gostaria muito de poder encontrar cada casal que me procura para uma conversa em uma tarde de clima bem agradável. Tomando um bom café com biscoitos caseiros, ou apreciando um bom vinho em frente a lareira, talvez conversando sobre os bons momentos da época da escola ou me divertindo ao ver fotografias  feitas há algum tempo em um encontro familiar, sem pressa. Essa é a melhor forma de conhecer pessoas em sua essência. Qual é a sua história? 
Acredito na simplicidade como forma suprema da sofisticação.
Me envolvo com histórias, emoções e sentimentos, pois sei da importância ao redor de todos os detalhes, minuciosamente  estudados com tanto carinho para a cerimônia de casamento. Este é primeiro passo da história de uma nova família, por isso quero preservar a harmonia de um momento e valorizar as coisas boas que cada pessoa transmite e quero captar isso para que quem  observe também sinta cada uma das emoções guardadas na fotografia.
Tenho o compromisso de retratar os fatos de uma maneira natural, mantendo a fidelidade do que acontece em instantes determinados do casamento. Para que isso aconteça de modo naturalmente espontâneo, valorizo, acima de tudo, o bom relacionamento entre mim e o casal. Gosto de saber quem estou fotografando para entender o sentimento que os une, e assim resumir em imagem o que as palavras talvez não sejam capazes de descrever.
Me baseio no conceito de que o fotógrafo é um espectador responsável por testemunhar estes momentos. É também a pessoa que recebe de bom grado a confiança do casal por guardar a memória visual do casamento de forma discreta e educada, usando a fotografia documental para contar histórias dentro do contexto do seu casamento. Me divirto, me emociono, participo e acompanho. Construo uma relação de amizade sincera para que tudo seja verdadeiro, livre e espontâneo.
Sem flash, sem poses. Simples como o amor, claro como a luz do dia.
Faço cerca de vinte projetos de casamentos a cada ano, pois quero ter o prazer de vivenciar bons momentos e dar a atenção que cada casal merece.